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14 Dezembro 2011

A afamada Orquestra Djambo já poderá voltar a organizar os bailes musicais que caracterizavam as suas actuações na década 50. Tudo isto por conta da oferta que este agrupamento musical recebeu na última semana. Trata-se de equipamento completo para actuações e ensaios oferecidos pelo empresário moçambicano, Celso Coreia, do Grupo Insetec.

A primeira actuação e utilização pública deste equipamento aconteceu num espectáculo privado oferecido pela banda a um grupo restrito de convidados, acto ocorrido no Centro Centro Cultural Municipal de Xipamanine, “Ntsyndza”, onde o agrupamento musical mais antigo do país recordou os velhos tempos, com olhos postos no futuro.Na ocasião, os elementos da banda agradeceram o gesto do empresário Celso Coreia e prometeram fazer o devido uso deste equipamento, voltando a abrilhantar as tardes de dança naquele espaço, tal e qual acontecia em tempos idos.

Por seu turno, Celso Coreia disse que decidiu oferecer este patrocínio ao Orquestra Djambo, por forma a perpetuar a banda que carrega consigo um historial da música ligeira moçambicana, com particular destaque para a marrabenta que é o cartão-de-visita da banda que conta actualmente com 16 elementos.

Este evento foi testemunhado por figuras de proa da sociedade moçambicana,tais são os casos do escritor Luís Bernardo Homwana e esposa, Mário Machungo (Presidente do Conselho de Administração do Millenniumbim), Glória Muianga (afamada locutora da Rádio Moçambique), entre outras personalidades.

A Orquestra Djambo data dos anos 50, mais propriamente 1956, quando foi formada por alguns membros do Centro Associativo dos Negros da Colónia de Moçambique, designada “Ntsyndza”. Faziam parte do elenco inicial Moisés Ribeiro da Conceição, que tocava viola; Domingos Mabombo, piano; Tiago Bila, que tocava Trompete; José Mondlane, na Bateria; Manuel Hassame, no Trompete; e Orlando, que era Saxofonista.

A orquestra interpretava temas que tinham êxito pelo mundo fora, numa diversidade de estilos musicais que iam desde o jazz, ao swing ou o samba. Na década de 1960 os integrantes do grupo engajados no espírito nacionalista, passaram a preocupar-se em trabalhar mais nos ritmos africanos Moçambicanos, tendo criado autênticos hinos nacionais, como “Elisa Gomara Saia” e “Ni Tawa”.

A Orquestra Djambo está na génese da afirmação cultural do Moçambique independente, tocando com sentimento o quotidiano do povo que ansiava pela sua liberdade. Antes de Moçambique conquistar a sua independência, o grupo Djambo já dava alma a um novo Moçambique, naquelas tardes quentes de Maputo.

13 de Dezembro de 2011

Alfredo Lituri (Texto e Fotos)

 

Veja também o vídeo do espectáculo oferecido pela banda

capulana às 14:23
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